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Blog do Garagem

26/03/2010

GARAGEM COM MAURICIO NORIEGA

GARAGEM 17 – RÁDIO UOL
CONVIDADO:  MAURICIO NORIEGA

DOWNLOAD
Parte 1:
http://audio.uol.com.br/uolmusica/garagem/2010/03/garagem17_p1.mp3
Parte 2: http://audio.uol.com.br/uolmusica/garagem/2010/03/garagem17_p2.mp3

PODCAST
http://rss.musica.uol.com.br/garagempodcast.xml


Um papo cheio de risadas com o jornalista Maurício Noriega, comentarista esportivo do canal Sportv e... roqueiro! Numa estica de dar inveja (ele apresentou um evento antes de gravar o programa), Noriega contou histórias ótimas de suas coberturas pelos estádios de futebol mundo afora. E conseguiu que o Garagem tocasse Genesis pela 1ª vez!
 
PERGUNTA
NO EMBALO DESSA “NOVA SAFRA” DE SERIADOS E FILMES DE VAMPIRO, O GARAGEM QUER SABER:
QUAL O NOME DO FILME DE VAMPIRO DO ARNALDO ANTUNES?
PRÊMIO: DVD “PAUL McCARTNEY LIVE AT CAVERN CLUB”.
E-MAILS PARA
programagaragem@uol.com.br

VIVO OU MORTO
Ouvinte Anderson Chalegre, de Londrina, responde sobre o tema “técnicos de futebol”


LETRAS TRADUZIDAS
Fábio Nipo-Luso atende a pedidos e traduz “Lovin’ You”, de Minnie Riperton

FURADEIRA
Ana Maria Broca encontra os chatos do Tristania

MÚSICAS:
 1. THE TWILIGHT SAD – “I Became a Prostitute”
 2. THE RADIO DEPT. – “Heaven’s On Fire”
 3. GENESIS – “One For The Vine” (live in São Paulo 1977)
 4. GENESIS – “Do The Neurotic” (instrumental)
 5. JESUS LIZARD – “Mouth Breather”
 6. LEMONHEADS – “Hey, That’s No Way To Say Goobye” (feat. Liv Tyler)
 7. DRILLER KILLER – “Mad Bad ‘N Pissed”
 8. JAPANDROIDS – “Young Hearts Spark Fire”
 9. BIG STAR – “Life Is White”
10. BIG STAR – “Don’t Lie To Me”
11. DEL AMITRI – “Always The Last To Know”
12. SENSE FIELD – “Letter To Elise (The Cure cover)
13. GORILLAZ – Glitter Freeze (feat. Mark E. Smith from The Fall)

MAIS FOTOS: www.flickr.com/garagem09 (by Escravo Geraldo)

Por Garagem às 18h16

24/03/2010

APERITIVO DO GARAGEM 17

Gravada na terça-feira a edição 17 do Garagem. Um papo cheio de risadas com o jornalista Maurício Noriega, comentarista esportivo e... roqueiro! Numa estica de dar inveja (ele apresentou um evento antes de gravar o programa), Noriega contou histórias ótimas de suas coberturas pelos estádios de futebol mundo afora. O playlist teve de Driller Killer a Gorillaz, passando por uma homenagem a Alex Chilton e até... Genesis! Sim, pela 1ª vez no Garagem. Imperdível! Sexta-feira, dia 26/3, no ar.

 

Por Garagem às 11h33

21/03/2010

DICA PUNK DO ESCRAVO - HIGHSCORE (Alemanha)

Por Alexandre Cassolato
Estes veteranos europeus fazem jus ao nome Highscore e ganham de quase todo mundo no “jogo do hardcore old school”. Ao contrário de muitos concorrentes, o Highscore tem energia de sobra, inteligência, espírito crítico e fúria punk para agradar desde o straightedge positivo de 15 anos até o punk destroy quarentão.
A banda iniciou atividades em 1997 em Nordrhein-Westfalen, na Alemanha, e (infelizmente) terminou em 2004. O Highscore passou terras brazucas em abril de 2003 tocando em festivais independentes na cidade de São Paulo.  Foi nessa época que assisti e comprei o CD “Unsuspecting Actors in a Bad Soap Opera”, direto da banda, por um preço justo de R$ 10,00. O CD saiu por um selo independente aqui no Brasil com letras em inglês, traduzidas para o português no encarte. Coisa difícil de ver em gravadoras de grande porte. O mais interessante desse encarte é o texto abaixo. Um modo diferente de pensar e de ser uma banda formadora de opinião e não dona da verdade por causa de suas letras ou modo de pensar. Esse é o verdadeiro espírito do HIGHSCORE.

Texto extraído do encarte do CD “Unsuspecting Actors in a Bad Soap Opera”, do Highscore (Liberation, 2002):

O QUE VOCÊ ESPERA DE UMA BANDA PUNK ROCK ?

Qual foi a última vez que você realmente achou que “aprendeu” alguma coisa de uma banda punk rock? Conosco, estando nessa coisa de punkrock por mais de uma década, isso aconteceu há muito tempo. Não somos o Crass. não somos os Dead Kennedys ou o Minor Threat. Mas, até aí... A gente não está em 1978 ou 1982. Os tempos mudaram. As coisas mudaram. O punk rock mudou. O punk rock não tem respostas para todas as suas perguntas. Talvez especialmente quando você faz parte disso por muito tempo e tem uma perspectiva diferente se comparada a de pessoas mais jovens.

Mesmo assim, pessoas demais aceitam respostas fáceis. Quando você começa a ver as coisas mais cuidadosamente e a fazer perguntas mais profundas e existenciais, você descobre que respostas fáceis não satisfazem mais. Realmente vivemos em um mundo de injustiças estruturais e identidades sociais que não podem ser ignoradas e que têm de ser fundamentalmente desconstruídas para construir algo novo. Toda tentativa de re-formar esses padrões corre o risco de mantê-los erguidos, uma vez que aceita as fortes definições que já existem. Por outro lado, obviamente faz diferença tentar lutar por justiça social e econômica, embora isso não extinga as estruturas subjacentes. Ainda assim, vejo muito sentido em aplicar suas convicções e crenças pessoais à realidade na vida quotidiana. Ser vegan, ser straightedge, ir a protestos, apoiar centros sociais e squats, tentar não comprar produtos de multinacionais, odiar os governos e os tiras por manterem o sistema... Todas as pequenas coisas na vida que não mudam nada realmente, mas de alguma foram fazem a vida um pouco melhor (mesmo que seja somente para você porque você se sente um pouco menos culpado) .

É a mesma coisa com essa banda. Uma das perguntas que sempre vêm à minha mente quando estamos fazendo um disco novo é: o que é que estamos fazendo aqui? E por que fazemos? Não somos uma banda que questiona sua existência constantemente. E sou feliz por isso. Na maioria das vezes apenas continuamos fazendo o que parece ser certo e zoamos o máximo possível. Somos uma banda formada por cinco indivíduos com idéias muito diferentes sobre a vida, a estética, o punkrock, a política... sobre tudo basicamente. Isso é essencialmente bom, mas pode demandar muita energia quando temos de decidir algo como uma banda. isso não fica mais fácil por morarmos em três cidades diferentes distantes algumas centenas de quilômetros. De qualquer forma, não quero lhe dizer quão duro é para nós estar nessa banda, simplesmente porque não é. Mas acho importante ter uma visão mais realista de nós. Talvez você não se importe com isso e só queira ouvir a música. Tudo bem, então pare de ler, apenas ouça nosso rock’n’roll e divirta-se. Tudo bem pra nós. Mas por trás dessa música há muito mais do que você pode perceber em nossas letras ou quando fala conosco. Há muitas idéias, esperanças, sonhos, inseguranças e contradições. Não somos uma banda que prega sua política e tenta convencê-lo. Não estamos nem esperando que alguém preste atenção no que dizemos ou cantamos. Talvez quando você nos vê você pode pensar que somos um bando de idiotas e nerds que não são nem capazes de tocar seus instrumentos. E você está certo. Mas, ao mesmo tempo, somos pessoas que se importam com muitas coisas. Temos nossos próprios princípios e idéias como indivíduos e também como banda. Eles estão constantemente em formação e mudança por discutirmos uns com os outros e com outras pessoas. Não seguimos um conceito e nunca tivemos um plano do que gostaríamos de atingir com essa banda. Muitas pessoas participaram e participam da formação do hardcore através dos anos e agora. Você descobrirá isso quando você nos conhecer ou ler nossas letras cuidadosamente ou o material que às vezes distribuímos nos shows.

Realmente acredito que o Highscore (e muitas outras bandas, a propósito) não pode ser julgado somente a partir de coisas superficiais como suas letras, capa, selo ou shows. Na verdade, não damos a mínima se você pensa que somos uma merda e/ou somos estúpidos. Não achamos que precisamos justificar nossas ações, letras ou música. Mesmo e, talvez especialmente, se elas forem estúpidas. Você tem de decidir por si mesmo do que você gosta, o que critica e o que odeia. Você tem de fazer suas próprias perguntas e encontrar suas próprias respostas. Nós às vezes encontramos. E é bom.


Site do Highscore:
http://www.myspace.com/highscorexxx


Por Garagem às 15h15

Sobre os autores

ANDRÉ BARCINSKI Jornalista especializado em cultura. É empresário e sócio do clube paulistano Clash. Trabalha há mais de 20 anos para os principais jornais e revistas do Brasil. Foi editor do caderno Folhateen, da “Folha de S.Paulo”; trabalhou no “Jornal do Brasil”, no “Jornal da Tarde” e no “Notícias Populares”. Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Sundance 2001 com o documentário “Maldito”, sobre o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão.

PAULO CÉSAR MARTIN Jornalista especializado em futebol e rock. É produtor e responsável pela pauta do setor de Esportes da TV Globo-SP. Editou o caderno Folhateen, da “Folha de S.Paulo” entre 2000 e 2001. Foi secretário de redação do jornal “Notícias Populares” durante oito anos (1992-2000).

ESCRAVO CASSOLATO e ESCRAVO GERALDO. Cassolato é colaborador do programa e especialista em punk e hardcore. Geraldo Arcanjo é fotógrafo e cinegrafista.

Sobre o blog

Blog do programa de rádio GARAGEM, apresentado pelos jornalistas André Barcinski e Paulo César Martin com a colaboração de Fábio Nipo-Luso e dos "escravos" Cassolato e Geraldo. O GARAGEM faz uma mistura inédita no rádio brasileiro de rock alternativo, pop de vanguarda e cultura popular. Ao mesmo tempo em que mostra novidades, o GARAGEM convida personagens especiais da cultura brasileira. O GARAGEM teve início em 1992 com uma breve passagem de oito meses na rádio Gazeta FM, de São Paulo. Em 1999, o programa acertou sua ida para a Brasil 2000 FM (SP) onde ficou até outubro de 2005 como uma das maiores audiências da emissora. Até 2005 o programa contou com o jornalista Álvaro Pereira Júnior (Fantástico, TV Globo) entre seus apresentadores. Entre 2006 e 2007 o GARAGEM foi transmitido ao vivo, com três câmeras, pela TV UOL. Desde setembro de 2009 está na Rádio UOL

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